04/08/2016

Resenha: Eu Te darei o Sol Jandy Nelson (BEDA #4)

Olá gente, hoje venho apresentar para vocês um livro que eu esperava ser + ou - e foi muito bom (vc devem de estra se perguntando que livro é esse né!) então vamos a minha opinião e resenha do livro..... Eu te darei o Sol

Eu Te Darei o SolAno: 2015
Páginas: 384
Editora: Novo Conceito
                       
                                         Sinopse
Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.
Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.

Enquanto Jude e Noah, irmãos gêmeos, tentam superar uma tragédia, seus próprios erros e os desafios da adolescência, somos lançados no interior de suas mentes frenéticas de artistas. Sim... mentes de artistas... a autora soube criá-los tão bem, que é inevitável se apaixonar por Noah e Jude
[...] Ao contrário de quase qualquer outra pessoa no planeta, desde as nossas primeiras células estávamos juntos, viemos para esse mundo juntos. Por isso é que quase ninguém nota que Jude fala por nós dois, por isso é que conseguimos tocar piano somente a quatro mãos, nunca sozinhos [...] 

Noah me encantou... Ele enxerga o mundo em cores, ele transforma as cenas em retratos e autorretratos, ele os nomeia de uma forma que é como se tu pudesses ver através da mente dele. A explosão de cores, os ângulos, os traços, as expressões...

Jude já é a mais descolada que o irmão, em um primeiro momento, também é artista mas seu dom está na escultura. Em um segundo momento vemos uma Jude mais reservada e supersticiosa. A narrativa dela é mais fluida que a do Noah.


"...Nossas personalidades reais escondidas nas profundezas destas personalidades impostoras..."

Não sei exatamente como, mas ao final do livro me senti como se estivesse voltando de uma exposição de arte, daquelas que transborda o coração e transcende a emoção. Fazia tempo que eu não encontrava um livro que, em poucas palavras, pudesse me dar o poder de criar imagens mentais tão imediatamente. É como se Noah e Jude tivessem esse poder de "recriar o mundo" não apenas lá em suas obras na ficção, mas também no leitor.
Depois ele recita o último mandamento pra mim: Reconstrua o mundo.É algo que eu gostaria de fazer, mas não tenho ideia de como esculpir uma pedra será capaz de reconstruir o mundo.

Amei cada detalhe. Amei a suavidade da narrativa, o ritmo dos acontecimentos, os erros e os acertos dos irmãos, a vida e as cores que saltam das páginas dos livros. Os temas leves, os temas pesados, o luto, a aceitação de ser quem se é, de aceitar o outro como ele é... É disso que o livro fala, e toda a sutileza, misturada com a avalanche de emoções e de cores de Noah e Jude, fazem do livro algo espetacular.

O livro não foge da realidade de várias pessoas no mundo o que me fez apreciar este ainda mais, mostrando que todos temos dificuldades e que devemos superar, e que a base de tudo e a família!


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